Wednesday, October 28, 2009

Lendo, lendo, lendo, lendo, lendo, lendo

Nos últimos dias peguei uma série de coisas pra ler (com preços bacanas). E não, isso não é uma tentativa de reaver minha coleção desfeita recentemente ... kkkkkkk

Sasquatch: A Lenda do Pé Grande.

Assumo que este eu peguei só porque o cara do sebo literalmente me empurrou isso. E que grata surpresa eu tive! Pode virar filme fácil, fácil, e claro, pelas mãos do açougueiro Rob Zombie, que também é um dos autores da obra.
Aqui vemos um típico Thriller americano: monstro na floresta detonando geral e alguém com sede de vingança atrás dele. Como eu nunca li muita coisa do Niles (outro dos autores), eu acho que a HQ tem a cara do Zombie, analisando pelos seus filmes (todos mui bacanas) e pela violência descabida da mesma. Recomendo MESMO!



Curiosidade: a capa desta edição é inspírada na já lendária filmagem do Pé Grande de verdade, que foi filmado em 67 nos EUA. O curioso deste caso é NUNCA foi provado que esta filmagem era falsa ou algo do gênero. Algo pra se pensar...



10 Pãezinhos: Mesa para Dois, Fanzine e Crítica

Confesso que nunca tinha dado atenção para as obras dos irmãos Fábio e Gabriel. A alguns dias atrás li "O Girassol e a Lua", e gostei da obra. Nada especial, mas uma obra interessante, ainda mais porque foi feita a quatro mãos. Sempre soube que os albuns deles costumam ser bem interessantes e, como achei todos estes no sebo de uma vez só, decidi levar. Confesso que gostei, e gostei MUITO! Não entendam errado o que vou citar, mas se Will Eisner é bom em falar sobre locais e pessoas, os irmãos são bons em falar sobre sentimentos. E como são!
A abordagem dos mesmos varia do sutil ao descarado, mas eles falam muito sobre coisas que todos gostam mas dão pouca atenção: amor, paixão, raiva e sentimentos no geral. Nota 10 para todos os trabalhos.



Local

Brian Wood escreve bem. Isso é fato. Veja por DMZ (ou ZDM, sei lá). Mas Local é uma história bem bacana dividida em dois encadernados que saíram pela Devir. Mostra que às vezes "vagar" é bom. Recomendo como leitura descontraída para pensar a respeito depois.



Usagi Yojimbo: Daisho

Eu simplesmente ADORO os quadrinhos deste personagem. tenho tudo que foi publicado no Brasil e confesso que gostaria de ter mais. Tudo que saiu por aqui saiu de maneira competente e bem publicado. Este ultimo volume da Devir continua com as histórias do volume 2. Tudo muito bom e lotado de referencias históricas e culturais do japão daquela época. Não é nada que chegue aos pés de Lobo Solitário, mas é tão bom quanto. Recomendo.



Will Eisner: vários.

Dia desses eu estava no aeroporto e, como tava sem nada pra fazer até chegar a hora do vôo, fui até a livraria e peguei um álbum do Will, "Um Contrato com Deus", que saiu pela Devir. Li numa tacada só. Já tinha lido alguma coisa do Will, mas confesso que a unica que lembrava claramente era "O Edifício". Certas coisas na vida, só chegam na hora certa. sempre acreditei nisso. E meu contato "real" com as obras do homem foram justamente a partir desta leitura. Eu gostei TANTO do que li, que comprei na hora o encadernado. E depois foram vários, um atrás do outro. O ultimo que comprei foi o classudo e poderoso "Nova York", com mais de 400 páginas e belíssimo. Recomendo!



Bom, até tem algumas outras coisas, mas a lista ia ficar longa demais ... para o próximo post, vou responder a chamada do cabra velho Luwig ...

Grande abraço a todos!

Alcofa (que está lendo mais do que o de costume, treinando menos do que o habitual, trabalhando em excesso ... escutando Wolrd Painted Blood, Slayer ...depois eu opino sobre este album com mais calma)

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Sunday, October 18, 2009

Desapego Inglório?

Desapego: ato de largar algo.

Inglório: vergonhoso.

Bom...depois de alguns meses tentando e repensando sobre o que fiz nesta semana, acabei criando coragem definitiva e realizando o meu apocalipse pessoal: simplesmente doei 98% de TODA minha coleção de HQs. Simples assim.

Só mantive comigo encadernados (e não todos, só aqueles que eu gosto pra caralho e sempre releio) e algumas coisas especiais ao extremo em mini séries. Todos os formatinhos e centenas e centenas de formatos americanos foram para outro lugar. Melhor? Só tempo dirá ...

De mais de 4.000 exemplares, pouco mais de 200 permaneceram. Até coisas como Supremo de Alan Moore foram embora ... mas a edição da Devir eu mantive.

Deveria eu ter vergonha disso? Ter vergomnha do que fiz? Abandonar minha coleção de HQs que me acompanha desde meus 11 anos de idade? Arrependimento?

Não... Nem fodendo.

Só achei que elas estavam ocupando espaço demais e várias coisas lá já não tinham o mesmo significado. Só estavam ocupando espaço e criando pó, por mais cuidado que eu tivesse com as mesmas.



Mas, contraditóriamente, eu fui ao Fest Comix e gastei uma pequena fortuna em HQs. Todos encadernados.

Desisti de vez do formato mensal e mini séries. De verdade.

Há tempos eu reclamo da continuidade, das ressurreições e crises da vida. Cansei delas. Agora, somente coisas fechadas. Começo, meio e fim.

No Fest Comix, acabei comprando umvolume do Hellboy edição histórica (que eu ainda não tinha), o encadernado do Abe Sapien (como as coisas da Mythos são caras! Nem com desconto elas ficam baratas! PQP!), Academia Umbrella (parabéns epla edição, Devir!), ZDM (ficou do caralho, mas sou da opinião do ressuscitado Luwig, não precisava ser capa dura, poderia ser como a versão do Y ...também adquirido por lá), Eu sou Legião (absurdamente DO CARALHO!!!) e mais algumas coisas que não me lembro ...



Um amigo meu falou: cara ...você ta louco. Tem ANOS de grana zaqui e você simplesmente vai se desfazer???

Sabe quando você vende aquela bike que não usa mais? Ou joga aquela calça jeans fora ?

Mesma coisa ...

Enfim ... A Fest Comix estava a mesma coisa de sempre, sem novidades e sem muitas coisas que REALMENTE valessem a pena, tirando os titulos da Pixel (lembrei: Campeão dos Vermes e Planetary também tavam na lista) que estavam de graça MESMO.

E saí agora há pouco do cinema e conferi "Bastardos Inglórios". Bom filme ...tipico Tarantino: ótimos diálogos, cenas de violencia exageradamente deliciosas de ver e pontos de uma mesma história que se amarram. Só achei que o filme se estende por um tempo que não precisava, mas nada que estrague.

Minha dica: COMPREM "Eu Sou Legião". Muito boa.

Alcofa (que admite estar deixando o blog em segundo plano em função da correria master do dia a dia ... escutando Now i Lay thee Down, Machine Head)
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Wednesday, September 23, 2009

Destruição, Morte, Esquartejamento tem um nome na Marvel ...

Mark Millar.



Supremos 1 e 2. Inimigo do Estado e Velho Logan. Quarteto Fantastico. Guerra Civil. E qualquer outra coisa que eu não cite aqui (Kick Ass não é "Marvel"), a verdade é uma só: Mark Millar gosta de ver a cobra fumar, de ver as tripas voarem, de ver cabeças rolando e gente morrendo na casa dos milhares.

Adoro o estilo do cara, porque tudo que ele escreve tem cara de produção hollywoodiana. Old Man Logan é a prova mais cabal disso. Podem fazer um filme do cara com o chulé do Hugh Jackman que fica bom (eu prefiro o Clint Eastwood em Gran Torino, mas tudo bem).



Mas Mark Millar INFELIZMENTE está começando a se repetir. Não que sua qualidade esteja caindo, pelo contrário. Mas ele está começando a repetir o plot clássico que iniciou em "Procurado".

Os vilões se unem e detonam tudo.

Foi assim lá, foi assim em Ultimates, foi assim em Old Man Logan, teve um pouco disso em Civil War e, pode ter certeza, vai ter mais por ae.

Existem alguns conceitos que ele gosta de explorar com frequencia, é só prestar atenção. Super humanos descontrolados e usados como armas pelo governo (Ultimates, War Heroes, Civil War, Inimigo Publico); Vilões Unidos (com já citei acima), catastrofes em escala mundial e relacionamentos conturbados ou muito polemicos. Além é claro, de dar aquela esculhambada BÁSICA que tanto amammos com os EUA...

Por exemplo: Old Man Logan é uma das coisas mais bacanas que ele já escreveu, porque é ágil e o caralho a quatro, mas é até PREVISÍVEL como vai terminar isso, e sabemos que Millar é famoso por se enrolar um pouco em seus finais. Nada que estrague a obra como um todo, mas ele costuma fazer isso.

Detalhe: porque de uns tempos para cá toda história que mostra um herói meio decrépito no futuro é sempre intitulada como "O Cavaleiro das Tevas" de fulano??? PQP...vai ter preguiça de pensar assim lá no inferno ...



Espero que Old Man Logan termine bem, porque foi algo que começou bem mediano e ficou interessante e, espero MESMO ver Millar finalizar BEM Old Man Logan. A explicação do porque o baixinho não querer mais colocar as garras de fora foi bem pesada ..ao estilo dele. E War Heroes é outra coisa que eu quero mesmo ver como termina... Aquilo sim é interessante. Mesmo sendo tudo reaproveitado de conceitos que ele criou em Ultimates 1 e 2 ...

Alcofa (que adora Mark Millar e suas insanidades ... escutando Refuse to bow Down, BLS)

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Monday, September 21, 2009

Sugando sangue e levantando a bandeira!

Quando comecei a ver a primeira temporada de True Blood via torrent (eu não pago TV a cabo nem compro DVD. Viva a pirataria e foda-se a hipocrisia), confesso que demorou pra série me convencer. No geral, o que chamou a atenção de verdade foi a putaria geral que tomava conta da série e um personagem que de tão caricato tornou-se meu preferido: Jason Stackhouse. Bobo, metido e imbecil por completo, Jason é o típico caipira norte americano e dono de um carisma absurdo. Enfim, True Blood narra as desventuras de Sookie Stackhouse na cidade de Bon Temps e seus estranhos poderes, e mostra como os humanos lidam com os vampiros recém revelados a sociedade humana.



Na primeira temporada vemos uma série de assassinatos em série e no final a revelação do tal assassino graças a capacidade de Sookie (ela é telepata ou algo parecido com isso). Um monte de pontas soltas é deixado para uma próxima temporada e, pasmem, somos surpreendidos com uma melhor que a anterior.

Nem vou falar muito sobre o que rolou na segunda temporada pra não estragar surpresa de ninguém. Vá até o torrent mais próximo de você ou assine a HBO. Mas pode ter certeza que aqui você encontrará demonios, MAIS vampiros, MAIS putaria, MUITAS cenas da Sookie do jeito que os tarados de plantão querem e, infelizmente, um Jason não tão engraçado como na temporada anterior, mas que ainda tem seus momentos.

Recomendo.

E acabei de reler um pouco da fase de Waid/Garney no titulo do Capitão América, mais precisamente os dois arcos "Operação; Renascimento" e "Homem sem Pátria". No primeiro vemos o Capitão voltar a boa forma depois de estar morrendo devido ao soro do super soldado em suas veias, com o auxilio do Caveira Vermelha e, uma vez mais, ambos estão às voltas com o Cubo Cósmico, um dos objetos de poder mais "discutíveis" que existe dentro do Universo Marvel. Um dia eu escrevo o porque deste "discutível". O primeiro arco é sem dúvida alguma o mais "non stop" de ambos. É porrada pra tudo quanto é lado e ver o Cap ao lado de seu maior inimigo é bem legal.



Já "Homem sem Pátria" é uma idéia reaproveitada do personagem do famoso arco que eu fiz o scan lá em mil quinhentos e bolinha, onde víamos o Cap abandonar seu uniforme (por motivos diferentes dos apresentados aqui e por um tempo bem maior) e tentar consertar algumas coisas, além de atuar na marginalidade apenas conhecido como "O Capitão". Aqui vemos Rogers ser acusado de alta traição devido as maquinações de seus inimigos e, claro, como sempre ele acaba resolvendo o problema. Estes dois arcos também tem um fator muito importante na vida do personagem: a volta de Sharon Carter as histórias do personagem. Hoje a mesma é tão importante quanto o protagonista no tão elogiado arco de Ed Brubaker.



Encadernado bacanudo e sem luxos. Nada demais ecom excelente preço para o material apresentado. Ponto pra Panini!

Agora só pra finalizar: saíram TANTOS encadernados por editoras diferentes nos ultimos 4 meses que, se eu comprar tudo que quero de uma vez só, vou a falência.

Ainda pra comprar: os vindouros Y: O Ultimo Homem e ZDM; novo do Hellboy (pelo preço ABSURDO de sempre...vá se foder Mythos); novo do Whiteout (eu curti essa personagem); Poder Supremo (isso MERECE ser comprado) e tantos outros que eu não quero nem citar, na esperança de que eu esqueça de compra-los e guardar meu rico dinheirinho ...


Alcofa (que acabou de ler o encadernado há 10 minutos, indo à banca pra comprar Oldman Logan, escutando Black Label Society - Black Mass Reverends ... caralho Zakk Wylde ... QUANDO SAI A PORRA DO NOVO CD?????)

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Tuesday, September 15, 2009

Animando

Verdade seja dita: a Marvel não entende PORRA NENHUMA de animações.

A Dc sempre mandou bem neste campo desde que lançou o desenho do Batman nos anos 90, um verdadeiro clássico. Depois tivemos o Superman, que tinha um clima mais descontraído, mas nem por isso de qualidade menor. A animação da Liga da Justiça sem duvida foi o ápice da empresa neste quesito. Infelizmente deram dois escorregões com The Batman e o desenho horrível dos Jovens Titãs, e minha tristeza foi enorme neste ultimo caso, porque eu sou fã de longa data do grupo. Aliás, um comentário totalmente fora da proposta do texto: Panini, cade as outras republicações dos Titãs??? Cade a saga de Trigon? Cade Contrato de Judas??? CADÊ? Ainda tivemos as animações da Legião dos Super Heróis (infantilóide demais) e o bacanudo Batman Brave and the Bold, mas nada que se compare aos tempos aureos do inicio dos anos 90.

Enfim...

Agora com essa nova safra de animações, a DC CONTINUA acertando sempre no alvo. Desde a primeira com uma versão da Morte do Superman (melhor até que a original em alguns aspectos) até o mais recente Lanterna Verde (ótimo!) e o quase saindo do forno Batman e Superman, a DC mostrou que entende MESMO do riscado. A nova noticia é sobre "liga de dois Mundos", que emula o clássico encontro da Liga da Justiça com o Sindicato do Crime, que nada mais é do que uma versão maligna da Liga.

Mas sabe do que eu to sentindo falta MESMO? De uma animação do Flash.



Pow, o Flash é um herói BEM MAIOR que a Mulher Maravilha em termos de popularidade e tem uma mitologia, digamos assim, bem mais extensa que a mesma e não ganhou nada até agora e nem ao menos sinal de que isso pode sair algum dia. Tudo bem que existe uma tendencia ae. Sai uma animação de um herói, pode existir um projeto de filme do mesmo. É o caso do filme da Maravilhosa que já é comentado há tempos e do vindouro filme do Lanterna Verde. Mas eu sou da turma que acha que o Flash merece uma animação. E que tem que ter Mark waid como consultor da coisa toda.



Fases boas para servir de inspiração não faltam. Seja algo com os trocentos Flashes que existem ou até mesmo focado somente na galeria de vilões do personagem (que ao lado da galeria do Batman, é uma das mais legais), pano de fundo o personagem tem de sobra. E se quiserem fazer algo "grandioso" nos moldes de como foi "Nova Fronteira" (melhor animação até então), o homem mais rápido do mundo tem isso de sobra, dado a vastidão de seus poderes. E claro que to me referindo a Wally West, não desmerecendo o eterno Barry Allen (voltou, né?).



No caso de uma animação do Flash, acho que qualquer uma de suas encarnações renderia um filme/animação bacana. Jay Garrick eu não vou mencionar porque ele é mais ligado a Sociedade da Justiça, mas se for algo com Barry, poderíamos ter algo nos moldes da Era de Prata, e no caso de Wally ou Bart, algo bem moderno e cheio de "Crises" no meio. Ok... essa foi tosca, admito.



O fato é que o Flash talvez seja dificil de adaptar em um filme de Live Action, mas em uma animação, não vejo este problema. Muita gente discute que os poderes do Flash são ABSURDOS demais. Concordo. Mas de qual super herói não é? Se tentarmos colocar de maneira cientifica algo do genero, tudo vai soar ridiculo e absurdo, portanto, deixem o absurdo tomar conta que é melhor!

Pra encerrar, fica meu desejo das seguintes animações: Flash, Titãs e seu Contrato de Judas (que havia sido confirmado, mas acabou engavetado), Crise nas Infinitas Terras, A Guerra dos Anéis, algo REALMENTE bom com a Legião dos Super Heróis, Lobo e seu arco de estréia (e tem que ser algo ABSURDAMENTE proibido para menores de 18 anos, embora nós saibamos que isso jamais acontecerá) e Batman Cavaleiro das Trevas.



Sonhar não custa, né?

Alcofa (que ficou PUTO com a decisão da Panini de publicar Legião de 3 mundos dentro de um mix ... isso é sacanagem MASTER com quem é fã de George Perez ... escutando Domination, Pantera. Eeeee saudade dessa banda)

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Monday, September 14, 2009

Eu, Super Homem

Eu adoro Hqs absurdamente poderosas e meu fascinio com o Superman não é de agora. Isso quem passa por aqui já sabe há algum tempo. Mas dia desses eu parei pra analisar o Superman e seus derivados, sejam eles bons ou maus, e cheguei a seguinte conclusão: a idéia que Nietzsche apresentou sobre o mito do "Super Homem" foi algo seguido durante muito tempo pelo Superman clássico, mas é interessante como muitos dos seus "derivados" conseguiram ser mais realistas ou até mesmo mais interessantes neste quesito.



Miracleman é uma obra que deveria ter sido publicada por aqui há vários anos. Nem vou citar as 4 edições da Editora Tannos porque aquilo lá é sofrível demais pra ser até mesmo considerado. A obra de Moore no titulo (a fase de Gaiman não me chamou a atenção) é perfeita neste aspecto, de apresentar um homem acima de todos e disposto a "vivenciar" isso. Todos os temas abordados na série (como a moralidade do personagem principal) são feitos de forma absurdamente coerente. E acho que o "run" de Moore foi tão perfeito neste aspecto, de apresentar o homem perfeito, que isso foi "chupinhado" muito mais que o homem que começou com o mito da perfeição, o Superman.



Vejamos: O Superman é tudo que existe de mais perfeito em um herói. O Miracleman é tudo de mais perfeito que existe em um ser HUMANO. Acho que aqui mora a grande diferença entre ambos.

Moore é um grande conhecedor de HQs e a prova máxima disso foram seus anos à frente do sofrível Supremo do "mestre" das HQs. Lá, Moore mostrou como o Superman é mais um mito do que um ser "alcançável", se é que posso colocar desta maneira. Já com Miracleman ele fez JUSTAMENTE o contrário. Nos apresentou um personagem tão humano (ou desumano, como queria ver) quanto eu ou você.

E a fórmula deu TÃO certo que vieram dois casos "parecidos".

Poder Supremo foi o MELHOR titulo que eu li em vários anos. Os roteiros de J. Michael Straczynski (eu copiei isso, porque eu NUNCA consegui escrever o nome deste cabra certo) aliados a perfeita arte de Gary Frank (que evoluiu horrores desde sua fase no Hulk ao aldo de Peter David nos idos anos 90) criaram a obra perfeita depois de Miracleman. A série gira em torno do surgimento de super seres, mas é claro que qualquer um mais bobo vê que tudo ali é sobre Hyperion. Tudo é muito parecido: enganado, iludido e sempre com pessoas mentindo para ele e dispostas a mata-lo caso ele saia dos eixos. Até a trágica conclusão da série é parecida, com muitas mortes e um personagem disposto a mudar o mundo a sua maneira. Pena que com o final do titulo e depois sua "ressurreição" como Esquadrão Supremo muito disso tenha se perdido ... uma pena.



O segundo caso na verdade são vários "menores": Invencível com seu pai Omni-Man, O Superman de "Red Son", o personagem central de "Irremediável" (interessante esta série), o Hyperion das HQs dos Exilados, o Magog de Reino do Amanhã, o Superman de Grant Morrison e sua dinastia e mais alguns casos. Todos eles são o "esqueleto" clássico: um "super homem" com poderes absurdos e disposto a fazer diferença no mundo.



A verdade é que se tivssemos MESMO um super homem em nosso meio, será que ele ficaria de fora de tudo? Seria escoteiro como Clark? Ou botaria pra foder geral como o Omni-Man? Ou mudaria o mundo a sua visão? Ou seria um belo dum personagem ultra mega foda como o Sentinela e não fazer PORRA NENHUMA?

Muita gente acha o Superman um personagem "bobo". O que mais me chama a atenção nele é justamente isso: lidar com poderes tão absurdamente grandes e decidir quando deve ou não interver. Porque ele já fez isso em mais de um caso. E é justamente nestes casos, onde ele é "falho", que ele se torna ainda mais interessante.



Quando eu tento ver a história perfeita do mito de um super homem, Miracleman vem absoluto na cabeça. Não pelo fato de ter Alan Moore no comando (claro que isso faz diferença), mas pelo fato de que VÁRIAS escolhas e atitude do personagem são as que mais condizem com a realidade, por assim dizer.

Alcofa (que ja teve vontade mais de uma vez de imprimir os scans de Miracleman e fazer a sua versão da revista, e com muita duvida se um dia veremos a fase de Moore no Brasil... Escutando quase em ritmo non stop "Endgame", novo do Megadeth)

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Wednesday, September 02, 2009

Filmes, Metal e uma afirmação tardia

Meu torrent nunca esteve tão tivo como nos ultimos meses. Em dois meses foram mais de 40 filmes baixados e vários clássicos que queria há tempos. Hoje vou comentar brevemente duas novidades que certamente vão agradar o povo que passa por aqui.

Angel of Death é um filme com Zoe Bell no papel principal. Para quem não sabe, Zoe é a dublê de Umma Thurman em Kill Bill e também participa do bacanudo Death Proof, também de Tarantino. Angel of Death tem um fator maior que Zoe Bell pra ter despertado meu interesse: é escrito por Ed Brubaker, autor que sou fã assumido.

Brubaker nos traz uma trama típica dele: tudo bem amarrado e com aquela cara de história policial, mas acima de tudo, seus diálogos marcantes estão lá. E para quem não sabe, essa história surgiu como websodes e, agora foram reunidos na forma de filme, com um resultado bacana.



A trama gira em torno da personagem de Zoe (Eve), uma assassina profissional que pega serviçoes bem pedreira e não se importa se o que está fazendo é certo ou não. O que importa é cumprir o contrato. em um trabalho que deveria ser rotineiro, ela acaba por matar acidentalmente(?) uma criança presente na cena. Coloquei a interrogação porque fica ao critério de vocês interpretar isso quando verem a mesma. Deste ponto em diante, Eve é atormentada pelo "fantasma" de garota em questão e acaba por voltar-se contra seus empregadores. Este é o mote do filme. Interessante e bacana porque tudo flui muito bem. E nota 10 para a cara de HQ que várias cenas contém, tanto na edição quanto nas tomadas de camera.

O segundo filme é o engraçadissimo Lesbian Vampire Killers. Quando li alguns comentários a respeito deste filme, nenhum sequer passou a idéia de que o filme seria o que é. A unica coisa que posso dizer: desde a idéia absurda (hehehe) de garotas que se tornam vampiras lésbicas (ueba) por causa de uma maldição até a espada com um pênis no cabo (kkkkk, isso rende alguns dos melhores momentos do filme), o filme é hilário. Do começo ao fim. Recomendado para ver com os amigos sem as namoradas do lado e dar boas risadas das piadas ultra mega machistas do filme!



E falando de musica, FINALMENTE vazou o "Endgame", novo do Megadeth. Vamos começar pelo titulo. Acho que aqui podem existir algumas interpretações a respeito do mesmo: o nome seria justamente pelo final da banda (já que Mustaine volta e meia fala que está bem próximo de se aposentar e que já conquistou tudo que queria em vida) ou pelo eterno jogo de "Metallica é melhor que Megadeth". Sim, essa comparação NUNCA vai acabar, mesmo quando ambas as bandas aposentarem as palhetas. Isso é fato. Mas, deculpem os fãs do Metallica (eu faço parte da turma), mas Mustaine ja tinha provado BEM ANTES do Death Magnetic que ele estava de volta com força total com "United Abominations" de 2007 e, agora com este album novo, ele só provou uma coisa que muita gente sempre soube, mas não quis admitir porque ou o Metallica era mais famoso, ou o Slayer era mais malvado ou o Anthrax era mais engraçado e mais pula pula: O Megadeth SEMPRE foi uma maquina de riffs inspiradissímos e Dave Mustaine é de longe um gênio no que se propõe a fazer!



Endgame começa com uma musica tão absurdamente fodida que ela já vale o album todo: Dialectic Chaos. PUTA QUE PARIU!!! QUE SOM É ESSE???? Perfeito! A unica introdução tão absurdamente boa assim que eu me lembrava era no inicio do perfeito "So far, so Good, so What?", do próprio Megadeth. O que vem a seguir com a faixa "This Day We Fight!" até o encerramento do album com "The Right to Go Insane" é Megadeth (aliás, Dave Mustaine) na sua melhor forma: riffs de cavalgada, fritação total na guitarra (shred), solos absurdamente clássicos (e alguns propositalmente parecidos com algumas coisas da banda no passado distante) e a voz de Pato Donald de sempre, porém mais audível, como já havia sido demonstrado em UA de 2007.



Baixei, não consigo parar de escutar (44 Minutes e Endgame são estupidamente boas) e quando sair, comprarei o meu, assim como fiz com todos albuns da banda ...

Dave Mustaine for President!

Alcofa (que suspeita que perdeu um HD de 300gb por pura burrice, escutando "This Day We Fight" ... caralho ... que felicidade com esse som!)

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